LIVROS DELE:
O
País do Carnaval, romance (1930)
Capitães
da areia, romance
(1937)
A
estrada do mar, poesia
(1938)
ABC
de Castro Alves,
biografia (1941)
O
cavaleiro da esperança,
biografia (1942)
Terras
do Sem-Fim, romance
(1943)
São
Jorge dos Ilhéus,
romance (1944)
Bahia
de Todos os Santos,
guia (1945),(Tradução
francesa:"Bahia de todos os santos),Gallimard,Paris,1979
Seara
vermelha, romance
(1946)
O
amor do soldado, teatro (1947)
O
mundo da paz, viagens
(1951)
Os
subterrâneos da liberdade,
romance (1954)
Gabriela,
cravo e canela, romance
(1958)
A
morte e a morte de Quincas Berro d'Água,
romance (1961)
CRITICAS: A
vida de Jorge Amado é marcada por vários acontecimentos que vale
destacar. Cresceu em meio a lutas políticas e poder, ou seja,
percebe-se que a infância e a adolescência de Amado era bem
movimentada em que ele via as brigas, o poder por terras naquela
época e devia ter criado em sua mente várias indagações e
perguntas que foram respondidas depois de muitos estudos e pesquisas.
Segundo o seu
próprio site, a descoberta do candomblé e o contato com as
tradições afro-brasileiras e com a história de escravidão levaram
Jorge Amado a desenvolver uma visão específica da Bahia e do Brasil
que revela em suas obras, seus romances: uma nação mestiça e
festiva. Esse contato com a religião fez com que Jorge criasse
dentro de si um sentimento de crítica dos acontecimentos, como a
questão da escravidão, do racismo.
Os Capitães da
Areia é um grupo de meninos de rua. O livro é dividido em três
partes. Antes delas, no entanto, via uma sequência de pseudo-
reportagens, explica-se que os Capitães da Areia é um grupo de
menores abandonados e marginalizados, que aterrorizam Salvador. Os
únicos que se relacionam com eles são Padre José Pedro e uma
mãe-de-santo. O Reformatório é um antro de crueldades, e a polícia
os caçam como os adultos antes do tempo que são. A primeira parte
em si, "Sob a lua, num velho trapiche abandonado" conta
algumas histórias quase independentes sobre alguns dos principais
Capitães da Areia (o grupo chegava a quase cem, morando num trapiche
abandonado, mas tinha líderes).
Resenha
do livro capitães da areia
Os
Capitães da Areia é um grupo de meninos de rua. O livro é dividido
em três partes. Antes delas, no entanto, via uma sequência de
pseudo- reportagens, explica-se que os Capitães da Areia é um grupo
de menores abandonados e marginalizados, que aterrorizam Salvador. Os
únicos que se relacionam com eles são Padre José Pedro e uma
mãe-de-santo. O Reformatório é um antro de crueldades, e a polícia
os caçam como os adultos antes do tempo que são. A primeira parte
em si, "Sob a lua, num velho trapiche abandonado" conta
algumas histórias quase independentes sobre alguns dos principais
Capitães da Areia (o grupo chegava a quase cem, morando num trapiche
abandonado, mas tinha líderes).
Pedro Bala, o líder,
de longos cabelos loiros e uma cicatriz no rosto, uma espécie de pai
para os garotos, mesmo sendo tão jovem quanto os outros, e depois
descobre ser filho de um líder sindical morto durante uma greve;
Volta Seca, afilhado de Lampião, que tem ódio das autoridades e o
desejo de se tornar cangaceiro; Professor, que lê e desenha
vorazmente, sendo muito talentoso; Gato, que com seu jeito malandro
acaba conquistando uma prostituta, Dalva; Sem- Pernas, o garoto coxo
que serve de espião se fingindo de órfão desamparado (e numa das
casas que vai é bem acolhido, mas trai a família ainda assim, mesmo
sem querer fazê-lo de verdade); João Grande, o "negro bom"
como diz Pedro Bala, segundo em comando; Querido- de- Deus, um
capoeirista que é só amigo do grupo; e Pirulito, que em grande
fervor religioso. O ápice da primeira parte vem em duas partes:
quando os meninos se envolvem com um carrossel mambembe que chegou na
cidade, e exercem sua meninez; e quando a varíola ataca a cidade e
acaba matando um deles, mesmo com Padre José Pedro tentando
ajudá-los e se encrencando por isso. A segunda parte, "Noite da
Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos", surge uma história
de amor quando a menina Dora torna-se a primeira "Capitã da
Areia", e mesmo que inicialmente os garotos tentem tomá-la a
força, ela se torna como mãe e irmã para todos. (O homossexualismo
é comum no grupo, mesmo que em dado momento Pedro Bala tente
impedi-lo de continuar, e todos eles costumam "derrubar
negrinhas" na orla.) Mas Professor e Pedro bala se apaixonam por
ela, e Dora se apaixona por Pedro Bala.
Quando Pedro e ela são
capturados (ela em pouco tempo passa a roubar como um dos meninos),
eles são muito castigados, respectivamente no Reformatório e no
Orfanato. Quando escapam, muito enfraquecidos, se amam pela primeira
vez na praia e ela morre, marcando o começo do fim para os
principais membros do grupo. "Canção da Bahia, Canção da
Liberdade", a terceira parte, vai nos mostrando a desintegração
dos líderes. Sem-Pernas se mata antes de ser capturado pela polícia
que odeia; Professor parte para o RJ para se tornar um pintor de
sucesso, entristecido coma morte de Dora; Gato se torna uma malandro
de verdade, abandonando eventualmente sua amante Dalva, e passando
por ilhéus; Pirulito se torna frade; Padre José Pedro finalmente
consegue uma paróquia no interior, e vai para lá ajudar os
desgarrados do rebanho do Sertão; Volta Seca se torna um cangaceiro
do grupo de Lampião e mata mais de 60 soldados antes de ser
capturado e condenado; João Grande torna-se marinheiro;
Querido-de-Deus continua sua vida de capoeirista e malandro; Pedro
Bala, cada vez mais fascinado com as histórias de seu pai
sindicalista, vai se envolvendo com os doqueiros e finalmente os
Capitães da Areia ajudam numa greve.
Pedro Bala abandona a
liderança do grupo, mas antes os transforma numa espécie de grupo
de choque. Assim Pedro Bala deixa de ser o líder dos Capitães da
Areia e se torna um líder revolucionário comunista. Este livro foi
escrito na primeira fase da carreira de Jorge Amado, e nota-se
grandes preocupações sociais. As autoridades e o clero são sempre
retratados como opressores (Padre José Pedro é uma exceção mas
nem tanto; antes de ser um bom padre foi um operário), cruéis e
responsáveis pelos males. Os Capitães de Areia são heroicos,
"Robin Hoode"'s que tiram dos ricos e guardam para si (os
pobres). O Comunismo é mostrado como algo bom, e o Padre José Pedro
tem dúvidas quanto a posição da Igreja quanto ao assunto. No
geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas
existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e
corajosos, corajosos Capitães da Areia de Salvador.
Assistindo ao filme capitães da areia vimos a realidade dos meninos de rua,inspirado na obra literária de Jorge amado, o jeito de sobreviverem e aonde eles viviam.
ResponderExcluirEu gostei muito do filme, e muito bom. Vocês vão gostar.